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Cachaça para o santo. De onde vem esse costume?

Uma das tradições dos apreciadores de cachaça é dar o primeiro gole ao santo. Mas, de onde vem esse costume? 

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Uma das tradições dos apreciadores de cachaça é dar o primeiro gole ao santo. Mas, de onde vem esse costume? 

            No Brasil, ao tomar uma cachaça, a pessoa tem o hábito de oferecer o primeiro gole ao santo. Em bares, botecos, roças e outros recantos, o santo recebe a primeira dose da bebida, como um pedido de proteção àquele que bebe. Um costume enraizado, engraçado até, mas que a maioria das pessoas, com certeza, desconhece a origem.  De acordo com o jornalista Edson Borges, autor de uma pesquisa sobre a relação entre a cachaça e as religiões, esse hábito nasceu em um ritual chamado Libação, criado por gregos e romanos. “Consistia em uma oferenda aos deuses para que eles provessem os lares de felicidade, harmonia e fartura”, explica.

            Mas como esse costume chegou ao Brasil? De acordo com Borges, no Brasil a oferenda passou a ser praticada com os colonizadores portugueses. Com a “invenção” da cachaça, a bebida foi imposta aos escravos para combater o frio dos canaviais, como estimulante aos negros pouco produtivos e para curar doenças. "Com essa imposição de consumo da cachaça pelos negros, os portugueses também impuseram São Benedito, filho de um escravo, como padroeiro da aguardente, fazendo nascer daí uma relação bem mais ampla dos negros com o santo siciliano, a ponto de surgirem irmandades na Bahia", explica o jornalista e pesquisador.

            Além da ligação com a religião católica, a cachaça passou a ser usada também pelas religiões africanas com a mesma finalidade: pedir proteção aos Orixás. Essa identidade cultural e religiosa da aguardente gerou todo um folclore em torno da bebida. Há orações para bebedores, apelidos e rituais, como o de fazer a cara feia, depois de beber a cachaça. "Para espantar o diabo", ensina Borges.

 

            Para Wellington Sebastião, supervisor da Cachaça Chico Valim, produzida em Oliveira (MG), esse costume “dificilmente irá acabar no Brasil. Já é uma tradição muito antiga e, principalmente nas zonas rurais, é um hábito arraigado entre os bebedores de cachaça. Às vezes, é automático. Mas eles não deixam de oferecer, de jeito nenhum, o gole ao santo”. 

Fonte: Sakey- Eliana Sonja

Instituto Brasileiro da Cachaça