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Em comemoração aos 450 anos da cidade do Rio de Janeiro, Cachaças ganham selo personalizado

Em comemoração aos 450 anos da cidade do Rio de Janeiro, Cachaças ganham selo personalizado.

O Comitê Rio 450 anos concedeu à Apacerj, para as marcas associadas, a autorização de uso na condição Cachaça Oficial do Rio 450 anos, em comemoração ao ano de aniversário da cidade.

Para personalizar a marca, a Apacerj  contratou o próprio escritório de design da marca Rio 450 anos, que desenvolveu para a Associação um selo elegante, em alto relevo,  para ressaltar o elevado patamar das Cachaças do Rio. O Ibrac publica a arte do selo, destacando que o mesmo está sendo impresso em alto relevo.

A iniciativa da Apacerj visa a comemorar o aniversário da Cidade Maravilhosa e expressar a qualidade de cada produto e marca que usará o selo distintivo,  colocando em destaque um vigorosos conjunto de Cachaças do Estado do Rio de Janeiro.

"Além das Cachaças do Rio terem alto padrão de qualidade, o investimento em design tem sido um foco das empresas e da Apacerj, e ambos conferem diferencial e singularidade às Cachaças do Rio, comunicando esses dois valores ao mercado interno e externo, e conquistando o reconhecimento e respeito do Setor da Cachaça e do mercado, afirma a presidente da Apacerj, Katia Alves Espírito Santo.

E , no caso do selo Cachaça Oficial dos 450 anos, nota-se a qualidade da arte e dos materiais do selo, que de forma leve, com descontração elegante e rigor técnico e artístico do design, permitem a sintonia com o público exigente de produtos gourmet, ressalta a presidente da Apacerj.

O IBRAC

O Instituto Brasileiro da Cachaça (IBRAC) foi fundado no primeiro semestre de 2006 e conta com várias empresasentidades de classe associadas, distribuídas em todo o território nacional.

Um pouco de história

Embora haja muitas estórias pitorescas e, porque não dizer, criativas sobre o marco zero da cachaça, o certo é que a sua história se confunde com a História do Brasil, tendo como protagonistas a cana-de-açúcar, o imigrante português e o escravo africano, que juntos, numa Terra de Índios, criaram a bebida que mais simboliza o modo de viver e o espírito descontraído do brasileiro.

A primeira plantação de cana no Brasil foi feita em 1504, pelo fidalgo judeu de Portugal Fernão de Noronha, que recebeu a ilha, que hoje leva o seu nome, para a exploração do pau brasil. Há referências de que o primeiro engenho de açúcar foi construído em 1516, na Feitoria de Itamaracá, criada pelo Rei D. Manuel no litoral pernambucano e confiada ao técnico de administração colonial Pero Capico. A prova documental dessa tese está nos registros de pagamento de tributo alfandegário sobre uma carga de açúcar, vinda de Pernambuco, datados de 1526, encontrados em Lisboa. Pesquisas arqueológicas, conduzidas pela Universidade Federal da Bahia, encontraram ruínas de um engenho de açúcar, datadas de 1520, nas redondezas de Porto Seguro. Pelo fato de Martim Afonso de Souza ter chefiado a primeira expedição colonizadora do Brasil, tendo fundado a Vila de São Vicente em 1532 e logo iniciado o cultivo da cana e a construção de engenhos de açúcar, tem sido defendida a tese de que a produção do açúcar tenha sido feita pela primeira vez no litoral paulista.

Apesar de não haver um registro preciso sobre o verdadeiro local onde a primeira destilação da cachaça tenha sido iniciada, pode-se afirmar que ela se deu no território brasileiro, em algum engenho do litoral, entre os anos de 1516 e 1532, sendo, portanto, o primeiro destilado da América Latina, antes mesmo do aparecimento do pisco peruano, da tequila mexicana e do rum caribenho.

Autoria: Prof. Jairo Martins (O Cachacista), autor do livro "Cachaça, o mais brasileiro dos prazeres"  e Associado Honorário do Instituto Brasileiro da Cachaça.

Instituto Brasileiro da Cachaça