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Rio - Considerada a bebida nacional do Brasil e Patrimônio Histórico e Cultural do Rio de Janeiro, a cachaça tem um valor cultural inquestionável. Porém, mesmo sendo uma seção da economia que emprega milhares de pessoas e movimenta bilhões no país, há relutância de determinados setores da sociedade em apoiar incentivos ao setor. Há, infelizmente, uma visão distorcida de que o crescimento do mercado da cachaça seria um estímulo ao consumo de álcool.

A avaliação que a Associação dos Produtores de Cachaça do Estado do Rio (Apacerj) faz neste Dia Nacional da Cachaça é a de que as conquistas alcançadas não só no mercado interno, mas, principalmente, na sedução do internacional, devem-se sobretudo ao trabalho que os produtores realizam com o apoio de parceiros. 

É um trabalho contínuo pela consolidação da cachaça fluminense como um destilado de excelente qualidade, no mesmo patamar elevado, por exemplo, dos melhores uísques escoceses, conforme atestam as conquistas recentes de marcas do estado, que chegaram ao topo das maiores premiações de destilados do mundo. 

Entretanto, se hoje a cadeia produtiva da cachaça emprega mais de 600 mil trabalhadores no país, há a certeza de que esses números poderiam ser ainda melhores, dependendo do apoio governamental e dos legisladores, com a visão clara de que se trata da bebida genuinamente brasileira, merecendo tratamento específico. 

Como exemplo de dificuldades recente, a cachaça não foi contemplada no Simples, assim como — e apesar de todos os esforços da Apacerj — a cachaça fluminense foi inserida na substituição tributária, mecanismo este que obriga os produtores a pagar antecipadamente impostos que seriam recolhidos dos varejistas. A taxação é feita antes mesmo de a bebida ser vendida ao consumidor pelo estabelecimento comercial, o que cria uma necessidade de capital de giro que sobrecarrega, ainda mais, os pequenos e médios produtores — maioria neste segmento em nosso estado. 

A expectativa dos empresários é que candidatos à presidência, aos governos estaduais e ao legislativo enfrentem o preconceito que limita o setor. São necessárias ações que abram novos horizontes, principalmente relacionadas à redução de impostos e investimentos em infraestrutura que contribuam para a redução de custos. 

Assim, a cachaça, que já é apreciada em alguns dos melhores bares, restaurantes e hotéis do Brasil e do mundo chegará a mais estabelecimentos, conquistando novos apreciadores e gerando emprego e receita para o Rio. Reafirmando, assim, o seu valor na cultura e na economia fluminense.

Publicado em: O Dia
Data:13/09/2014
Link: http://odia.ig.com.br/noticia/opiniao/2014-09-13/katia-alves-espirito-santo-o-que-esperar-da-cachaca.html
Autora: Kátia Alves Espírito Santo

 

Instituto Brasileiro da Cachaça