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Pinga, cana, cachaça, aguardente de cana, água-de-cana, caninha, bico, branquinha, todos esses nomes representam um único produto totalmente brasileiro: a cachaça. Neste sábado (13), os produtores e amantes da bebida celebram o Dia da Cachaça. A data, segundo o presidente do Instituto Brasileira da Cachaça (Ibrac), Vicente Bastos, foi escolhida por conta de um episódio ocorrido há mais de três séculos. Em meados do século XVII, fazendeiros brasileiros, produtores do destilado, uniram-se contra a coroa portuguesa na Revolta da Cachaça. Eles brigavam contra a proibição da comercialização e da produção do destilado, que tomara o lugar da bagaceira, típica bebida europeia. No dia 13 de setembro de 1661, finalmente, a fabricação e a venda da cachaça foram liberadas.

O Dia Nacional da Cachaça não é uma data oficial no calendário brasileiro. Um projeto  de lei para estabelecê-la tramita há cinco anos na Câmara do Deputados. Mesmo sem o carimbo oficial, bares paulistanos celebrarão a data neste sábado. 

A Cervejaria O Fiô, apesar do nome, elaborou oito novas bebidas com a cachaça. Entre elas, a Cítrica (limão, laranja e lima), a Brasileirinha (laranja e limão), a Itapopinha (manga com gengibre), a Tranquilim (uva Niágara com erva cidreira) e a Italianinha (laranja, uma Itália e alecrim).

O bar Caro Amigo, na Vila Clementino, oferecerá uma dose de cortesia da cachaça Espírito de Minas a todo cliente que pedir um caldinho de feijão (R$ 11,50). O Republic English Pub oferece uma carta exclusiva de cachaças com mais de 20 rótulos, incluindo a carioca Nêga Fulo (R$12,50), a catarinense Armazém Vieira Esmeralda (R$ 13,50) e a clássica Salinas (R$ 10,50).

São Paulo é o Estado que mais produz e consome cachaça no país, apesar da bebida ser associada comumente a Minas Gerais. As grandes empresas do destilado ficam em São Paulo; os microempreendedores em Minas Gerais. O Brasil tem capacidade de produzir 1,2 bilhão de litros de cachaça por ano. No entanto, estima-se que produza aproximadamente 800 milhões de litros. Desse total, 1% é exportado.

“Tem cachaças mais caras que uísques”, afirma Bastos. São as bebidas da categoriapremium, que correspondem a 5% a 7% do mercado do destilado. “Cachaça é o Brasil numa garrafa”, diz Bastos. Segundo ele,  existem cerca de 4 mil marcas oficiais de cachaça e 1500 produtores registrados no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento." Sem contar com os 10 mil que estão na informalidade, devido à falta de um conselho regulador do destilado. A regulamentação desses produtores é um dos próximos objetivos de Bastos para o Ibrac. Com a mobilização do instituto, a cachaça foi reconhecida como produto brasileiro nos Estados Unidos, um dos maiores mercados de destilados do mundo.

Caro Amigo
Rua Borges Lagoa, 350 - Vila Clementino
http://caroamigo.com.br/o-bar/http://caroamigo.com.br/o-bar/

Cervejaria O Fiô
R. Lício Marcondes do Amaral, 51 – Morumbi
http://cervejariaofio.com.br/http://cervejariaofio.com.br/

Republic English Pub
R. Delfina, 110 – Pinheiros
http://www.republicpub.com.br/

Publicado em: Época SP
Data: 13/09/2014
Link: http://epoca.globo.com/regional/sp/comida-e-bebida/noticia/2014/09/hoje-e-bdia-da-cachacab.html

Instituto Brasileiro da Cachaça