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Foto: Carolina Lessa/ Alerj

A primeira-dama do Estado, Maria Lúcia Horta Jardim, anunciou o projeto de criação do Museu Brasil da Cachaça durante reunião do Fórum Permanente de Desenvolvimento Estratégico da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), ocorrida nesta sexta-feira (16/10), no Palácio Tiradentes. O museu, que ainda não tem lugar definido, visa, segundo Maria Lúcia, a incentivar a divulgação de informações e a história do primeiro destilado produzido nas Américas. O Brasil, que é o único país a ter o produto "cachaça" reconhecido para ser exportado para os Estados Unidos, tem como destaques na produção os estados do Sudeste, e o Rio de Janeiro, apesar de deter apenas 0,5% da produção nacional, é o segundo que mais exporta a bebida, atrás de São Paulo. As cachaças fluminenses geram lucro de U$ 2,2 milhões por ano com a venda ao exterior e representam 8,3% da exportação brasileira. 

"Temos que ter orgulho de sermos brasileiros e pararmos com o complexo de vira-latas. Os turistas que chegam ao Rio sempre querem conhecer a cachaça, mas não encontram lugares propícios. A criação do museu no nosso estado vai elevar as exportações do destilado, criar mais empregos e divulgar a bebida que é patrimônio histórico e cultural do nosso país", explicou a primeira-dama. O museu contará com mostras sobre a história da cachaça, as marcas e rótulos dos principais aguardentes, uma explicação da produção da bebida e um mercado gastronômico.

O Rio, que exporta 14% da sua produção total de cachaça, conta com 50 estabelecimentos produtores da bebida e mais de 20 engarrafadoras. Idealizador do evento, o deputado Paulo Ramos (PSol), que preside a Comissão de Trabalho da Casa, disse que o Estado precisa garantir maior incentivo fiscal às cachaças fluminenses: "Os produtores do destilado devem ser contemplados com o supersimples para pagarem menos impostos. O restaurantes do Rio também devem ter uma carta específica da bebida e a rota turística da cachaça, criada em 2014, tem que ser melhor divulgada".

Rota das cachaças

Incentivar o turismo do interior fluminense e valorizar a cachaça são as prioridades do secretário de Estado de Turismo, Nilo Sérgio. Ele acredita que, além das belezas naturais e históricas, o Rio deve divulgar seus produtos. "O nosso turismo tem que ser diversificado. Já temos o exemplo bem-sucedido da rota dos vinhedos de Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul", ressaltou o secretário. As principais áreas produtoras da bebida no Rio são o município de Paraty, as regiões Norte e Noroeste e as localidades montanhosas entre as cidades de Resende e Carmo, onde está a cachaça vencedora do Concurso Mundial de Bruxelas, o Oscar dos Destilados, a Cachaça da Quinta.

Das 41 cachaças certificadas pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), 21 são do Rio. Segundo a presidente da Associação dos Produtores de Cachaça do Estado do Rio de Janeiro (Apacerj), Kátia do Espírito Santo, as cachaças mais premiadas internacionalmente são as fluminenses: "Desde 2013, já recebemos 10 medalhas internacionais. Temos a excelência e a qualidade na produção. Para melhorarmos ainda mais, é necessário diminuir a carga tributária, ter mais capacitação técnica e combater a informalidade".

Também estiveram presentes à reunião os deputados Dr. Sadinoel (PT), Eliomar Coelho (PSol) e Wanderson Nogueira (PSB).

(Texto de Gustavo Natario)

 

 

Instituto Brasileiro da Cachaça